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Entrevista com Chemical Surf: dupla lançou hoje EP pelo Molotov21

[Portuguese only]

Hoje saiu o segundo EP da nova era Molotov21. O release conta com duas faixas originais da dupla Chemical Surf, formada pelo irmãos brasileiros Lucas e Hugo Sanches, cada uma com um vocalista diferente.

Os últimos lançamentos da dupla têm recebido suporte de grandes artistas e o EP Walking Back sairá em 2014 pelo big label alemão Kittball Records, criado pelos respeitados Tube & Berger. A gravadora já lançou artistas como Pleasurekraft, Martin Eyerer, Timo Mass etc.

A faixa “Good Time”, lançada em 2013, explodiu nas pistas e rádios ao redor do mundo, quebrou barreiras fazendo musica conceitual ser executada em grandes emissoras como Jovem Pan e Mix FM, e ainda permaneceu durante semanas em primeiro lugar no top10 das mais pedidas na Rádio Transamérica de Balneário Camboriu-SC.

Capa do EP 'Good Time', lançado pela label Lust Be Records.

Capa do EP ‘Good Time’, lançado pela label Lust Be Records.

O duo também já trabalhou em remixes e parcerias ao lado de produtores como: Pete Oak (DEN), Saccao (GRE), Rafael Cerato (FRA), Kyrill & Redford (SWS), Vijay & Sofia Zlatko (BEL), Anturage (RUS), Biatlone (RUS), Steve Sanx (USA), Diaz Tech (MEX), Touchtalk (BRA), Vintage Culture (BRA), Black Birdz (BRA), Rafael Carvalho (BRA), Gorkiz (BRA), theDuo (BRA).

O Chemical Surf é sem dúvidas uma das grandes promessas do house underground para 2014.

Capa do EP do Molotov21 'Red Sea Sky'

Capa do EP do Molotov21 ‘Red Sea Sky’

Esse talvez seja o EP mais orgânico do Molotov21, com melodias marcantes e já um pouco influenciada pelo verão baiano que está por vir.

Batemos um papo com os caras, confiram!

 

Para começar, como vocês se conheceram? (brincadeira)
(Risos.)

 

Vocês ficaram um tempo fora do circuito mas voltaram com tudo agora. Qual o motivo dessa parada e o que motivou vocês a voltarem?

Nós trabalhamos juntos na música eletrônica desde 2003, resolvemos dar uma pausa no Chemical Surf em dezembro de 2009, mas sabendo que um dia iríamos voltar com o nosso “xodó”. Não ficamos fora do circuito, neste mesmo ano estávamos fazendo algumas músicas de “house music” com o músico e vocalista Daniel Malker, e em 2010 lançamos um álbum 100% autoral que foi indicado ao COOL AWARDS pela categoria melhor disco nacional ao lado de Gui Boratto e Júlio Torres. Então, passamos a lançar nossas musicas como “Lucas & Hugo Sanches”.

Como estava rolando química no estúdio, resolvemos montar o projeto com os vocais do Malker ao vivo, aprendemos muito neste período e tivemos a oportunidade de tocar por todo o Brasil como Sanches feat Malker, o projeto se manteve por 2 anos no top100 da revista Electromag…

No final de 2012 resolvemos que era a hora de voltar com o Chemical Surf e paramos as turnês com o Malker. O que sempre motivou a voltar com o CS foi o fato de que nunca pararam de nos pedir para voltarmos. Tivemos que trabalhar muito duro no estúdio, pois o foco do Chemical sempre foi o “live” com músicas próprias, sem “bootlegs” ou edits ilegais, o nosso público estava esperando isso de nós.

Conseguimos re-lançar o projeto em abril de 2013 e graças a deus já está começando a ser reconhecido novamente. Temos recebido suporte de grandes artistas como Dubfire, Noir, Sasha, Kolombo, Tube & Berger nos últimos lançamentos do Chemical Surf.

O principal motivo dessas mudanças é que gostamos de desafios, amamos música eletrônica, não apenas um ou outro estilo, as vezes pra aprender temos que abrir nossas cabeças.

 

Ouvindo o som de vocês dá pra perceber que curtem umas faixas para pista e outras mais relaxadas. Existe alguma preparação para produzir ou é tudo no improviso?

Exatamente! Gostamos de fazer algumas com mais conteúdo musical, geralmente em parceria com algum vocalista. E outras mais voltadas pra pista, isso ajuda bastante na dinâmica do “live”.
Já tocamos o Chemical Surf em pequenas festas, festivais e grandes clubs, acreditamos que com essa dinâmica nas faixas o repertório não fica enjoativo e está preparado para diferentes pistas, tocamos em média 1:30 até 2 horas de live em nossas apresentações…

 

Vocês curtem fazer colaborações com outros músicos e produtores. Falem sobre as do nosso lançamento com os cantores Zach Ashton e Malker?

Sim, desde sempre gostamos de fazer parcerias com vocalistas, músicos instrumentistas ou outros produtores. O EP pela Molotov21 é numa pegada mais Indie-Dance, a “Red Sea Sky” é uma colaboração com o talentoso vocalista Zach Ashton de São Francisco/Califórnia, e a “Can You Hear” em parceria com nosso grande amigo Daniel Malker, ambas com guitarras e vocais.

Já produzimos também com outros vocalistas internacionais como a diva da “house music” Terri B (USA), o holandês Jerique Allan que já trabalhou com Tiesto e Robbie Rivera, e novas parcerias vindo por ai com Alexandre Simacourbe de Paris, Jazzyfunk da Itália, e a dinamarquesa Ashibah que tem feito vocais para Kolombo e Nhan Solo.

Temos trabalhado em vários remixes e colaborações com produtores como Pete Oak (DEN), Saccao (GRE), Rafael Cerato (FRA), Grass is Greener (USA), Vijay & Sofia Zlatko (BEL), Kyrill & Redford (SWS), Anturage (RUS), Biatlone (RUS), Israel Vich (PER), Steve Sanx (USA), Diaz Tech (MEX), Touchtalk (BRA), Vintage Culture (BRA), Black Birdz (BRA), Gorkiz (BRA), Rafael Carvalho (BRA), theDuo (BRA).

Como foi a história da faixa “Good Time”, que chegou ao número 1 de uma radio popular?

A “Good Time” ficou por três semanas em primeiro lugar na Rádio Transamérica e foi uma das mais tocadas na Rádio Jovem Pan de Balneário Camboriú/SC.

Quando vimos também não entendemos, é muito díficil uma música de deep house tocar bastante em uma rádio popular. Porém o litoral catarinense se tornou o principal polo da música eletrônica no Brasil nos últimos anos, e vimos que tem rolado música conceitual nas grandes rádios de lá, o que é muito legal e raramente acontece em outras regiões do país.

E a Moog, falem sobre esse projeto?

A Moog é um label de festas que criamos recentemente junto com nosso amigo André Hilgemberg (proprietário Nite Club). A ideia é rolar a cada dois meses no Nite Club em Maringá/PR. O diferencial do evento é que apenas nas edições da Moog tem o after no rooftop do club das 07h às 10h da manhã. Nas duas últimas edições estiveram presentes o duo alemão Tube & Berger e o brasileiro HNQO.

Para finalizar, podem falar um pouquinho sobre o futuro? O que vem por aí?

O futuro sempre será tocar e produzir bastante… (risos) Estamos organizando duas turnês internacionais para 2014, em abril no México e em Julho na Europa.

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